13 junho 2016

A Viagem...


É estranho sabe, mas eu sempre sonhei com o dia que eu escreveria esse texto. O dia em que eu ia conseguir colocar para fora tudo o que sinto sem criar fantasias sobre as coisas e muito menos ficar alimentando sonhos que nunca irão acontecer.
Eu planejei, eu esperei com todas as minhas forças o dia que eu ia te reencontrar, o dia que em aquele beijo que eu tanto desejei seria finalmente dado e que todos os desejos iam ser colocados em pratica. Foram noites acordada me esforçando para conseguir ir te ver e para finalmente o nosso dia chegar.
No começo eu cheguei a acreditar que tudo seria mais fácil e que por ter uma confiança enorme em você, tudo sairia perfeito ou quase perfeito. Porém com o tempo passando e o dia de ti encontrar chegando, comecei a perceber que as coisas não seriam tão fáceis assim e que talvez muito daquilo que sonhei era simples ilusões da minha cabecinha boba.
As dificuldades daqueles dias de preparação para encarar minha primeira viagem como adulta foram me deixando cada vez mais nervosa. Eu ainda sonhava que tudo poderia tomar um rumo diferente, mas algo dentro de mim parecia me avisar que as coisas não seriam tão boas assim e que eu voltaria para casa mais decepcionada ainda.
O grande dia chegou, lembro que chorei e a minha mãe ficou preocupada com o meu nervosismo, tentei disfarçar e engoli o choro. Afinal aquela era a viagem que eu mais havia desejado nos últimos dois anos e meio, eu deveria aproveitar ao Maximo cada minuto apesar de todas as dificuldades e independente do que aconteceria eu coloquei na minha cabecinha que naquele final de semana eu iria me divertir muito.
Quando coloquei os pés naquela cidade, sentia algo tão bom dentro de mim afinal ali eu teria uma das minhas maiores aventuras. A primeira coisa que fiz foi pegar o celular e mandar mensagem para você dizendo que havia chegado, ao contrario do que eu imaginei você não respondeu logo, passei a manhã inteira esperando até que recebi uma mensagem na hora do almoço, era você e a resposta foi tão curta e ao mesmo tempo tão fria que por alguns instantes a minha maior vontade foi voltar para casa na mesma hora.
Respirei fundo e prometi para mim mesma que apesar de você ser o maior motivo para eu estar ali, você não iria estragar minha viagem.
No inicio da noite você finalmente deu sinal de vida, perguntou se eu estava no hotel e quando eu respondi que sim, recebi uma mensagem de áudio sua que dizia “Liga para recepção e libera minha entrada, estou só estacionando o carro”. Por alguns minutos fiquei sem reação, apenas respondi a tua mensagem e liguei para recepção.
Eu estava tão nervosa e ao mesmo tempo tão eufórica, que acabei esquecendo que já estava com roupa de dormir e completamente desarrumada. Procurei rapidamente uma roupa dentro da mala, passei uma maquiagem básica em questão de 5 minutos eu estava praticamente pronta. O telefone do quarto tocou, era a recepcionista avisando que você estava subindo, corri para frente do espelho e tentei terminar de me arrumar o mais rápido possível.
Quando você bateu na porta, o meu coração acelerou ainda mais e quando abri a porta e finalmente consegui te abraçar, foi como se depois de tanto tempo pela primeira vez eu me sentisse segura novamente e que nada de ruim poderia acontecer quando eu estava em teus braços.
Aquela noite foi maravilhosa, saímos para jantar, mas acabamos comendo besteira, conversamos muito e aquela viagem que tinha tudo para ser decepcionante, estava me agradando muito. Nunca havia me divertido tanto e nunca havia me sentido tão livre quanto me senti naquela noite.

Aprendi  naquela viagem que as coisas nem sempre acontecem da forma que planejamos. Porém muitas vezes a vida pode nos surpreender e tudo se torna muito melhor e muito mais especial do que havia sido sonhado e planejado. É só deixar as coisas acontecerem naturalmente. 

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